Quando o fim começou (4)

diary

Acho um um pouco insuportável ter que explicar para uma pessoa uma coisa tão óbvia. Não significa não. Não existe nenhum outro significado. Criei coragem, deixei de lado todas as minhas preocupações bestas e terminei com o meu namorado. Ex-namorado. Ele não está aceitando muito bem.

Ele disse que ia mudar. Eu disse que não acreditava. Ele me pediu uma segunda chance. Eu disse que não acreditava mais em segundas chances, sem contar que ele já tinha esgotado todas as chances possíveis comigo. Depois ele começou a ser um pouco agressivo. Disse que eu estava terminando porque queria arrumar outros homens. Disse que eu não seria capaz de arrumar uma pessoa tão incrível como ele. Disse que ele me aguentou durante muito tempo porque ele é demais e eu sou uma negação.

Ele me perguntou como eu tinha coragem de jogar fora tudo que tivemos. Como eu tinha coragem de me desfazer de um homem que foi tão maravilhoso comigo. Como eu podia fazer isso. Como? Por quê?

Porque eu estou cansada de “só te beijo quando eu quiser/estiver com vontade” e “só te mando mensagens quando eu quiser”, como se eu tivesse que batalhar para ser reconhecida e ganhar um prêmio. Estou cansada de ficar sempre em segundo plano, ser a segunda opção, ser uma escolha quando nada mais deu certo. Porque não aceito que um homem mande em mim e tente me controlar. Não aceito que alguém se ache capaz de julgar o que é o melhor para mim. Não sou obrigada a ficar com uma pessoa que não me faz bem. Eu não tenho que aceitar nada que eu não ache bom.

Não acredito que ele vá me deixar em paz tão cedo. Ele acredita que ninguém pode dispensá-lo assim. Ele nunca pensou que isso aconteceria, porque ele achava me tinha em suas mãos. O que ele não sabia é que ninguém me controla e me obriga a tomar decisões que eu não quero.

Pela primeira vez desde o começo desse relacionamento estou me sentindo confiante com a minha decisão. E vou com ela até o fim.

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Sentir os fogos de artifício

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De vez em quando eu tenho uma daquelas sensações assustadoras, sabe? É como se eu sentisse que algo está para acontecer, seja ele bom ou ruim. Mas não é nada daquilo de sentir que isso ou aquilo pode dar errado e ficar com um aperto no coração por causa disso. Não. O que eu sinto é uma dor esmagadora, um peso enorme que parece que não vou aguentar. Parece que estou sendo sufocada. Eu sei que algo vai acontecer. É só uma questão de tempo até saber exatamente o que é.

Foi assim que passei a virada dos ano de 2010/2011 e 2014/2015. Deu meia-noite, os fogos de artifício começaram e eu chorei. Na primeira vez, minha avó me perguntou se eu estava triste de passar o ano novo com ela. É claro que não era nada disso. Eu só não conseguia explicar. Eu só falava que eu sentia que aquele ano seria diferente de todos. Aquele ano mudaria tudo. E não foi diferente. Seis meses depois ela faleceu e a minha vida virou de cabeça para baixo (e talvez ela ainda não tenha se recuperado do tombo que levou do universo). Nessa vez mais recente, eu estava na praia com os meus pais. E quando comecei a chorar, eu já sabia o que era. Falei com a minha mãe que eu estava sentindo que uma coisa muito ruim aconteceria. Ela me disse “você tem um tio que está com câncer. Pode ser isso”, e foi. Cinco dias depois meu tio faleceu na UTI do hospital.

Não preciso nem comentar que fiquei traumatizado pro resto da vida. Falei que não mais a virada do ano em lugares com fogos de artifício. Se fosse preciso, ficaria em casa vendo tudo pela tevê. Não sei que diferença isso faria, mas queria acreditar que talvez fosse um pouco melhor assim.

Comecei meu 2016 na praia. Bom, não exatamente com os meus pés na areia, mas na casa de praia que minha tia aluga. Estávamos todos reunidos na varando do segundo andar para ter uma visão melhor. Quando os estouros começaram, minha mãe me perguntou se eu estava bem. E sim, eu estava. Talvez meu coração estivesse um pouco apertado por causa das minhas experiências passadas, mas eu não senti nada de estranho. Foi só mais uma meia noite como qualquer outra, sem nenhum sentimento que me deixasse preocupada.

Levei isso como um sinal de que nada de horrível aconteceria no meu ano. Até que deu certo. Na medida do possível.

Califórnia

cali

Eu te vejo de longe, o sol iluminando suas águas e suas areias. O lugar onde todos acreditam que vão encontrar aquela parte que está faltando. O mundo onde sonhos e fantasias se realizam.

Você é uma mistura do verdadeiro e do falso. Do brilhante e do enferrujado. Do novo com o velho. Você é seca e quente. Problemática. Esperançosa. Misteriosa. Milagrosa. Você é uma mistura de todas as coisas, dentro de uma panela prestes a explodir.

Às vezes parecia que minha vida tinha saído de um de seus estúdios, com suas árvores e cidades falsas. Nós fingimos, terminamos o trabalho e voltamos para casa, cada um seguindo o seu próprio caminho. Parecia que era tudo programado, com uma hora e data para terminar. Eu seguia o seu roteiro. Se alguma coisa fugia do que estava planejado, então os problemas começavam a aparecer.

Ei, Califórnia, você consegue me ouvir?

Você conseguiu me ouvir quando eu chorei e gritei? Quando senti meu coração se partir em mil pedaços? Você me ouviu quando a faca entrou nas minhas costas e saiu rasgando a minha pele? Minhas lágrimas poderiam inundar os seus desertos e acabar com a sua seca.

Ei, Califórnia, você tá aí?

Você foi boa? Depois de tudo o que aconteceu, você foi a realização de um sonho? Uma fuga? Uma decepção? Você foi o suficiente? Você valeu a pena? Cheguei a pensar que eu não valia nada. Que eu não tinha importância.

Ei, Califórnia, você sentiu a minha dor?

Quando acordei e me senti traída. Traição de um sonho e de planos. Uma traição que me custou os últimos anos. É assim que você se sente quando as pessoas te abandonam porque vão em busca de algo melhor? É assim que você se se sente quando as pessoas simplesmente desistem de você? Quando não dão valor ao que vocês viveram juntos?

Ei, Califórnia, tá tudo bem?

Você  foi usada, despedaçada e jogada no lixo. Você foi um meio para um fim. Uma conclusão. O meu fim. O nosso fim. Foi com você que o amor acabou; que a esperança morreu. O que poderia ser, não seria mais. E tudo bem, as pessoas fazem as escolhas delas, do mesmo jeito que eu fiz a minha.

Já era. Sem volta. Nada será como antes.

Mas, apesar disso tudo, seu sol continua brilhando. E eu só consigo ver mentiras sendo jogadas ao vento. Uma brincadeira besta, que só vence aquele que conseguir enganar o maior número de pessoas.

Ei, Califórnia, nós perdemos. Vamos para o próximo.

Respira fundo, conhece. Respira fundo, aprende.

menina respira

Viver com medo constante não é legal. Medo de pequenas coisas ou grandes acontecimentos. Situações fatais. Todo mundo sente medo, mas nem todo mundo tem medo o tempo todo. Eu estou trabalhando nessa coisa de não sentir medo sempre. As coisas acontecem e eu não posso fazer nada para impedir. E é isso o que mais me assusta.

Eu sei que a minha cabeça gosta de me enganar. Ela inventa situações e problemas que não existem. Quando eu menos percebo, tem uma voz me falando que todos me odeiam, que todos os meus amigos querem que eu me afaste porque assim será melhor. Eu sou ruim, nada que faço presta, eu sou uma inútil. Eu não tenho motivo para existir, para sorrir ou para chorar. Eu sou um nada. E continuarei sendo um nada para o resto da minha vida.

E por mais que eu tenha noção que isso é tudo uma mentira, ainda assim a voz fala mais alto que a realidade e, mesmo não querendo, eu caio nessa conversa. Eu acredito. E então, todo o meu processo de exclusão se inicia. Eu sei que estou me afastando das pessoas, mas não é isso o que vejo. Para a minha cabeça que gosta de distorcer a realidade, são elas que estão me deixando de lado. Eu começo a aceitar a solidão como minha única amiga, até que o meu caminho se torna escuro. Assustador. A única pessoa que parece me entender é aquele “eu” que está lá dentro escondido, me contando mentiras.

Sair desse caminho é difícil, mas eventualmente eu consigo. Do mesmo jeito que tudo começou, termina. Eu volto para a minha vida normal e encontro os meus amigos. Sigo em frente com os meus planos, torcendo para que esse período de sanidade dure mais do que aquela outra vez. Eu preciso de um tempo para colocar a minha vida em ordem novamente. E ela parece seguir um ótimo caminho, até que tudo volta a acontecer. Não tem fim.

Tem um trecho de A redoma de vidro que eu gosto bastante e ao mesmo tempo acho extremamente assustador. Sylvia Plath diz que ela não pode ter certeza de nada. Que um dia, a sua redoma de vidro poderia cair novamente e fechá-la para o mundo, distorcendo toda a realidade. Não importa onde ela estivesse, isso poderia acontecer de novo. É assim que eu me sinto. Como vou ter certeza que eu vou ficar bem de verdade? Vai que um dia tudo isso acontece mais uma vez? Já aconteceu tantas outras vezes antes. E se acontecer?

É ótimo entender como a minha cabeça funciona e conseguir enxergar um pouco além do que ela quer me mostrar, mas ainda é muito difícil acreditar no que eu estou falando enquanto ela diz outra coisa. É uma briga constante, cansativa e, algumas vezes, desanimadora. Às vezes a vontade é de jogar tudo para o alto e aceitar o que eu sei que é mentira. Outras vezes eu quero lutar contra aquilo e fazer a minha cabeça aceitar a minha verdade. A minha verdade. O meu ponto de vista. A minha realidade. Às vezes, tudo o que eu posso fazer é respirar fundo e me conhecer. Conhecer os meus limites e descobrir até onde posso chegar. Conhecer a minha realidade e a minha voz. Aprender a escutar a minha voz e deixar de lado aquela que fala baixo quando eu estou sozinha e frágil.

Eu já me conheço mas ainda estou aprendendo. É difícil e complicado, mas se for para salvar a minha vida, eu vou até o fim.

Vovó (1)

galaxy

Uma amiga amiga fez uma pergunta muito legal: se eu pudesse mandar uma carta que voltasse no tempo, para quem eu mandaria? É óbvio que eu não preciso pensar muito para saber que essa pessoa seria você. Queria que isso fosse possível na vida real. Na verdade, queria que fosse possível eu poder voltar para o passado porque só assim eu poderia te ver novamente. Mas eu sei que você vai ler o que eu estou escrevendo aqui, então a questão do tempo não é muito importante no nosso caso.

Eu não consigo acreditar que já se passaram cinco anos desde o dia que você se foi. Passou tão rápido, mas ao mesmo tempo ainda tenho a sensação de que tudo aconteceu ontem. Durante um tempo eu achei que tinha superado a sua ida, mas descobri que não. Eu só estava me enganando, tentando parecer mais forte quando na verdade o meu coração chorava todos os dias sentindo a sua falta. E como você faz falta.

Falo muito de você com a mamãe e às vezes nós choramos lembrando das coisas que vivemos juntas. Lembramos muito de todas as viagens e daquele período que você também ficou no Canadá. Era assim que eu queria que fosse para o resto da minha vida. Mas, infelizmente, nem tudo é do jeito que queremos. As pessoas que amamos não são imortais.

Também sonho muito com você. Gosto de acreditar que é o jeito que nós duas encontramos de fazer você me visitar. No dia seguinte sempre lembro do seu abraço ou daquele momento que passamos juntas. Antigamente eu sonhava que você ainda estava viva. Hoje em dia eu sei que você não está mais aqui. Dói muito acordar no dia seguinte sabendo que foi tudo um sonho. É tudo tão real.

Eu consigo levar o meu dia numa boa e sempre me lembro de você, mas a dor não está aqui. Até o momento em que eu penso naquela noite e me dou conta que você se foi para sempre. Eu fico desesperada, perco o rumo das coisas e não sei mais o que fazer. Tento me controlar e não chorar porque não quero deixar ninguém preocupado, então deixo para chorar antes de dormir, quando ninguém pode me ver. Talvez você veja. Mas, quero que você saiba que pode ficar tranquila, porque eu já estou trabalhando em como deixar esse sentimento de desespero de lado. É muito difícil, mas eu vou conseguir. E eu sei que você também sabe disso, porque você sempre acreditou em mim.

Nós estamos bem. Eu espero que você também esteja bem. E espero um dia poder te abraçar novamente, dessa vez fora dos meus sonhos.

Eu te amo.

Sinais

menina janela

Você está dormindo calmamente, como se nada fosse capaz de te atrapalhar. Eu, por outro lado, não tenho uma noite tranquila há dias. Desde que os nossos problemas começaram. Você sempre me perguntou ao que eu estava me referindo, já que nunca viu nada de errado entre nós. Por um tempo eu realmente achei que era tudo uma invenção da minha cabeça, uma pegadinha, sei lá. Só sei que machuca. E se machuca, é porque esse tal sentimento deve ser real.

Enquanto olho para o seu corpo que sobe e desce por causa da sua respiração, fico pensando em tudo o que estamos passando. E também em tudo o que passamos desde que nos conhecemos. É difícil aceitar que as coisas não estão bem quando queremos que elas estejam sempre ótimas. É mais difícil ainda quando criamos uma imagem na cabeça e acreditamos que aquilo aconteceria de verdade. Talvez seja difícil de qualquer jeito.

Acho que você sempre me mostrou o que realmente queria na vida. Todos os sinais estavam ali, mas eu não quis ver. Continuei acreditando na sua conversa, mesmo sabendo que eu poderia me machucar no final de tudo isso. Mesmo sabendo que eu estava me enganando. Talvez a culpa seja minha. Eu não sei.

E eu fico pensando no que nós temos em comum e já não sei se é muita coisa. Sim, ainda gostamos de algumas coisas semelhantes, mas talvez os pontos de vista mudaram. Eu enxergo de um jeito e você de outro. E não conseguimos chegar a um acordo. Eu sei que não somos obrigados a pensar da mesma forma, mas é difícil quando começamos a divergir em vários temas. Principalmente quando eles são importantes e fundamentais para o relacionamento.

Você quer ter tudo, eu sei. Eu também quero. Quero ter viagens e aventuras. Quero ter uma casa e uma família. Quero realizar todos os meus sonhos. E enquanto você não consegue o que quer, eu fico aqui te esperando. Mas eu tenho a minha própria vida e dói ver que ela está estagnada. E parte disso é minha culpa, porque eu erro ao deixá-la assim. É meu papel saber seguir em frente, mesmo que você esteja num outro ponto. Se não podemos caminhar juntos, então precisamos caminhar separados.

Eu me pego pensando em tudo que deu errado, tentando arrumar uma justificativa, porque é claro que tudo tem um motivo. Nesse caso, porém, não tenho tanta certeza. Talvez o relacionamento já estivesse fadado a dar errado. Ou talvez só desgastamos aquela cordinha que era a nossa ligação. Talvez nada disso aconteceu. Talvez a vida tenha acontecido e tenha nos colocado em direções diferentes.

Levanto, tentando não te acordar e vou para a sala. Não consigo me deitar ao seu lado. Pelo menos não essa noite. Pelo menos não enquanto esses pensamentos estiverem presentes na minha cabeça. Talvez isso acabe um dia. Talvez não. Eu não sei.

 

 

Não me leve a mal

n foi usada

Abri a porta de casa e tentei acender a luz, mas por mais que eu apertasse o interruptor várias vezes seguidas, nada acontecia. Por fim, peguei meu celular e liguei a lanterna. Só assim para conseguir entrar na sala. Imaginei que você estivesse no quarto, talvez dormindo, talvez lendo alguma coisa. Fui te procurar.

A casa estava em silêncio. Chegava a incomodar. Eu ouvia todos os barulhos da rua e dos vizinhos, mas não conseguia ouvir aqueles que eu queria. Eu não conseguia te ouvir.

Foi assim que percebi que eu estava sozinha. Você não estava ali. Isso não era habitual. Mesmo assim, sabia que eu não podia te questionar sobre o seu comportamento. Eu tinha que deixar todas as minhas dúvidas e inseguranças de lado.

No dia seguinte, ainda no corredor, eu conseguia ouvir os barulhos que vinha da nossa sala. Eu já sabia o que encontraria quando entrasse: as luzes acessas, o seu movimento na sala e a sua música favorita saindo daquela vitrola antiga que compramos naquela feira do bairro.

Fiquei tranquila e em paz. Estava tudo bem. Se você estava de volta, era porque queria continuar a nossa história. Mas eu não te perguntei sobre o seu sumiço, porque isso poderia gerar outro problema para nós. Esse tipo de coisa não se faz. Eu tinha que agir como se nada tivesse acontecido. Eu faria isso se fosse pelo nosso bem. Por você.

E foi assim que te encontrei nos dias seguintes. Você estava animado, vivo e alegre. Presente. O que aconteceu ficou para trás. É claro que tinha já tinha passado. Estava tudo bem agora. Até que não estava mais.

Você sumiu de novo. E de novo e de novo e de novo. E continuou assim por um tempo. E eu te ligava e gritava por você. Nada. Nenhuma resposta. Eu te perguntava se havia algo errado. E ainda assim nenhuma resposta. Eu estava sozinha. Talvez sempre estive.

Percebi que você faz o que você quer, sem se preocupar com os meus sentimentos ou as minhas vontades. Aprendi que você sumiria mais vezes e eu precisava entender a aceitar. Mas também aprendi que eu não sou obrigada a conviver com esse comportamento.

Eu tenho a minha vida. Tenho as minhas vontades e desejos. Tenho que viver de acordo com o meu ritmo e não o seu. Eu não posso te acompanhar quando você não quer fazer isso comigo. Entendi que somos duas pessoas que deveriam se complementar e não se completar. Eu já sou completa, assim como você.

Um mês depois você voltou e ficou surpreso quando encontrou a casa acessa e a minha música favorita tocando. Você me olhou curioso.

– Não me leve a mal. Eu ainda te amo, – falei – mas não posso mais esperar por você.

 

NaNoWriMo – 3ª Semana

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E ACABOU!!!! Acabei de passar as 50 mil palavras que deveria escrever durante o mês de novembro. Fiz no total: 50,030 palavras (apesar do contador oficial do NaNo estar com outro número, mas isso eu explico depois)(e lembrando que tô escrevendo isso daqui no dia 23 de novembro, mas você só vai ler no dia 24 :D)

Eu sei que vou postar isso daqui atrasada mais uma vez. E dessa vez eu não tenho uma boa desculpa. A verdade é que eu simplesmente relaxei um pouco nesse final de semana. Não, eu não terminei o NaNo no prazo que estabeleci. Um dia depois poderia contar por causa da margem de erro, mas vamos deixar isso pra lá.

O que me atrasou de verdade nessa semana foi o fato de eu ter arrumado muitas outras coisas para fazer, tipo ver todos os filmes de Star Wars que estavam passando na televisão, ou passar o dia fora de casa com a minha mãe (porque ela entrou de férias, então vamos aproveitar). Mas também, passei o final de semana no Netflix vendo Jessica Jones e não me arrependo (ainda não terminei, shhhhhh, sem spoilers).

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Isso daí é um print do meu desempenho durante o mês. Como vocês podem ver, e como eu disse lá no primeiro parágrafo, o contador de palavras está com uma quantia a mais. O que aconteceu foi o seguinte: para realmente ser considerada uma NaNo Winner (YAY!), eu precisava validar a minha história. Só que eu já estava escrevendo o Violeta há um tempo. Na hora de copiar o que eu tinha escrito para colar na caixinha de validação, eu esqueci desse pequeno detalhe e selecionei tudo. Daí, quando validei, apareceu o número total de palavras da minha história, e não só aquilo que eu escrevi em novembro. Fiquei um pouquinho chateada, porque desde o começo eu excluí as 11,536 palavras que eu já tinha escrito antes 😦 Mas tudo bem…

O que acontece agora? Bom, eu preciso terminar a minha história porque ela se recusa a acabar. Quando eu penso que estou perto do fim, acontece alguma coisa que muda tudo e lá vou eu seguir o que as personagens querem e precisam. Mas, estou gostando do processo. É bem legal quando você vai escrevendo e vê a sua história ganhando forma e se desenvolvendo. Quando eu terminar de escrever, vou revisar e depois decido o que vou fazer.

Eu já comecei a pensar “o que fazer agora que terminei o NaNo?”, parece que dá um vazio quando chega ao fim. Foram momentos lindos de emoção e nervosismo. Às vezes eu tinha vontade de deletar tudo o que eu tinha acabado de escrever, mas então eu me lembrava que aquilo ali não precisava ser a versão final do livro. A revisão tá aí pra isso. Nessa última semana eu pensei em desistir e aí lembrava que eu estava tão perto do fim… Valeu a pena continuar.

E agora eu quero agradecer a todas as pessoas que vibraram comigo toda as vezes que alcancei alguma meta. As amigas que escreveram comigo, vocês foram fundamentais nesse processo todo. O NaNo foi muito mais divertido ao lado de todas vocês ❤ E as amigas e amigos que não participaram, mas continuaram torcendo e me mandando mensagens fofas durante todo o mês. O apoio de você me dava motivação para continuar acreditando no que eu estava fazendo. Obrigada, obrigada, obrigada! Esse novembro não teria sido o mesmo sem todos vocês, SEUS LINDOS ❤

Então é isso. Ano que vem tem mais NaNoWriMo e eu volto com mais aventuras! 😀

NaNoWriMo – 2ª Semana

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Cheguei atrasada, eu sei. Se eu falar que não tive tempo de postar ontem vocês vão acreditar em mim? Eu espero que sim, porque essa é a verdade. Foi falta de tempo e falta de cabeça mesmo. Queria muito ter atualizado o blog com o meu ~diário de escrita~, mas realmente não deu. Então, hoje, segunda-feira, vou falar como foi a minha semana de escrita até ontem, domingo.

A minha segunda semana no NaNo foi: uma bosta.
Para começar, parece que a gente está vivendo esperando a lama tóxica chegar aqui no estado, e a cada nova notícia bate um desespero imenso. Tento até evitar, mas é impossível, né? Antes eu só via isso nos jornais locais e agora está em todas as redes sociais. Mas é legal ver as pessoas se importando e tentando ajudar, porque isso vai ser muito necessário. Todo final de ano chove muito aqui no Espírito Santo e sempre alaga. É sempre horrível e não quero nem pensar em como vai ser esse ano.
Terça e quarta tive que sair e resolver algumas coisas para a minha mãe (e eu também aproveitei para passear no shopping, porque não sou boba e tal, e tinha um dinheirinho sobrando, então aproveitei para comprar mais livros – YAY!). Além disso, tive um problema pessoal que não me ajudou muito. Escrevi muito pouco na terça à noite e quase nada na quarta.
Tentei fazer alguma coisa na quinta e até consegui, porque foi nesse dia que cheguei, finalmente, nas 3o mil palavras!
E então, chegou a sexta-feira, dia 13. Não pude escrever durante a tarde porque tive que estudar. À noite, não conseguia pensar em nada a não ser naquilo que estava acontecendo em Paris.

Combinei com a Lore de fazer 40 mil palavras até o domingo à noite e é claro que eu só fui colocar o plano em prática no domingo mesmo. Não fiz esse tanto, até porque eu tinha pouco tempo para escrever muita coisa (e olha que passei a tarde inteira na frente do computador), mas consegui chegar em 36.624.

Meu plano para essa terceira semana era: terminar o NaNo até quinta-feira, ou seja, chegar nas 50 mil até o dia 19 de novembro, porém acredito que isso não vai acontecer. Escolhi essa data por dois motivos muito importantes,  o primeiro sendo o aniversário da minha mãe, e o segundo é porque nesse dia ela entra de férias. Mas então, deixo aqui outro desafio: até domingo, dia 22 de novembro, eu termino essa bagaça!

Dia atual: 16
Total de palavras: 36.624
Faltam: 13.376
Prazo para terminar: 22 de novembro de 2015 (juro que eu pensei numa data pro desafio antes de ver que essa era a data que eles estavam de dando. MAS QUE BOM QUE ESTAMOS NA MESMA PÁGINA, NANO, QUE BOM!)

NaNoWriMo – 1ª Semana

nano

Hoje é domingo e como eu prometi no post passado, estou aqui para contar como foi a minha primeira semana no NaNo. Eu não tenho muita coisa para contar, até porque acho que o meu processo de escrita não é interessante, mas vamos lá.

Eu terminei o primeiro dia com uma palavra a menos do que seria a meta diária. Ou seja, fiz 1.666 palavras. Mas tudo bem, uma palavra a menos não ia me atrapalhar, não é mesmo? Já no segundo dia, escrevi 4.325 palavras e fui dormir muito feliz porque estava acima da média diária. Depois disso comecei a escrever bastante todos os dias. Na sexta-feira, eu já estava entre as metas de sexta-feira (dia 13) e sábado (dia 14) dessa semana que se inicia, com 22.102 palavras.

No sábado o pessoal fez uma proposta muito legal: escrever o dobro daquilo que você vem escrevendo todos os dias no chamado Double-up Day. Seguindo essa ideia, eu teria que escrever 7.018 palavras, mas infelizmente não consegui. Passei o dia fora de casa com os meus pais e quando voltei estava acabada. Fiz um sprint à noite com uma amiga e escrevi 1.117 palavras, o que é bem abaixo da meta diária recomendada pelo NaNo.

Hoje, domingo, ainda não escrevi nada mas pretendo mudar isso depois que terminar esse post (bem que isso podia valer para o NaNo, né? Mas não sou tão rebelde assim!). No momento, tenho 23.219 palavras. Queria chegar nas 30 mil esse final de semana, mas acho que não vou conseguir. Vou sair com o grupo de amigas daqui a pouco então tenho que escrever mais quando chegar em casa, o que pode ser muito tarde e talvez não dê tempo.

Minha história está indo por um caminho um pouco diferente daquele que eu imaginei no começo. O que eu tinha planejado realmente aconteceu e eu fiquei muito feliz, mas agora já estou pensando em um jeito de desfazer essas coisas. E isso não é porque eu não gostei do que escrevi, mas sim porque estou com o coração apertado, querendo dar um futuro melhor para aquelas personagens lindas, exceto um. Mas tudo bem, ter uma pessoa insuportável pode ser legal e interessante. Acho que cheguei na metade do que quero escrever. Não queria fazer uma história muito longa, mas talvez seja isso que vai acontecer. Depois, quando eu for revisar, vejo se posso tirar algumas partes. Espero que não.

Escrevi sozinha durante as tardes da semana e fiz sprints com algumas amigas à noite. Juntas, nós conseguimos escrever muito e várias vezes ultrapassamos a nossa meta diária. É muito mais divertido escrever com amigas, porque assim nós vibramos juntas e comemoramos cada nova palavra. É um grupo muito amorzinho, e por isso, obrigada ❤

Também quero agradecer a todos os meus amigos (que não participam do NaNo) que ficam torcendo por mim e me mandando mensagens positivas. O apoio de vocês é lindo e eu estou amando cada segundo dessa experiência.

Agora eu tenho que ir continuar a história. Vejo vocês no próximo domingo. E continuem escrevendo!

Dia Atual: 8
Total de palavras: 23.219
Faltam: 26.781
Prazo para terminar: 18 de novembro de 2015